# Tentei fazer um texto

- Canonical: https://logosgrafia.com/2012/06/07/tentei-fazer-um-texto/
- Author: Paulo Ricardo Zargolin
- Published: 2012-06-07T10:40:37-03:00
- Modified: 2026-05-15T12:00:59-03:00
- Language: pt-BR
- Categories: -Aulas, Publicações

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Este texto faz parte do arquivo histórico do [Logosgrafia](https://logosgrafia.com/). Para conhecer a fase atual do projeto, visite também: [O CONCEITO](https://logosgrafia.com/logosgrafia-com/), [ESTANTES](https://logosgrafia.com/), [Crônicas Zargolinianas](https://logosgrafia.com/category/cronicas-zargolinianas/), [Em bom português](https://logosgrafia.com/category/em-bom-portugues/) e [Acervo](https://logosgrafia.com/category/acervo/). Por: Paulo Ricardo Zargolin Em boa hora! Finalmente posso escrever diretamente para vocês, meus leitores e espectadores. Como vocês devem ter percebido, o blog homônimo, antecessor a este site, já teve o conteúdo totalmente transferido para cá. Na sequência, continuarei apresentando os trabalhos e pesquisas realizadas ao longo de minha formação, mas, mais do que isso, pretendo conversar diretamente com vocês. A nossa conversa, hoje, tange ao aspecto fundamental de todo texto: a unidade! Entende-se que um texto é uma ocorrência linguística, escrita ou falada, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal. Logo, é necessário entender que, ao escrever, não importa a quantidade de palavras, frases ou parágrafos, você deve se preocupar sempre com a temática que contextualiza a sua escrita, ou seja, é preciso que a sua produção esteja submersa em um único assunto e que dele você possa extrair uma essência condizente com a sua intencionalidade. Difícil? Como diria uma amiga minha, “desenha pra mim”. Vamos explicar melhor. Todos que escrevem, o fazem com alguma finalidade. A isso, chamamos intencionalidade, que pode ser: convencer, emocionar, iludir, expor, etc, dependendo do gênero textual e do estilo do autor. A essência do texto nada mais é do que a sua ideia principal, que, devidamente ramificada, conduzirá à produção dos demais parágrafos, sem que você fuja do tema. Todos esses elementos juntos compõem a unidade da sua obra. Um exemplo do que não deve ser feito em um texto é trazido por José Renato Castro e Daniel Cardamone Sanchez, conhecidos como Rosa e Rosinha. Vejamos um trecho da canção: Quem tem boca vai à Roma Chora, a rolinha e o bem-te-vi Segura aqui pra não cair O pastel de azeitona Quando, quando amanhece o dia Idolatro uma bacia Por que será que foi? Sinta minha banana filipe Black people é meu jipe E a vaca lambendo o boi Logicamente, essa canção foi intencionalmente composta sem nenhuma unidade, indicando que a escrita – inclusive de poesias – não pode ser feita com a colocação de palavras, umas após as outras, sem contextualização ou observância do sentido ou campo semântico. Então, agora você já sabe como faz! Qualquer dúvida, comente aqui embaixo!
