# Quadro histórico da leitura e escrita

- Canonical: https://logosgrafia.com/2014/03/12/quadro-historico-da-leitura-e-escrita/
- Author: Paulo Ricardo Zargolin
- Published: 2014-03-12T00:22:55-03:00
- Modified: 2014-03-12T00:22:55-03:00
- Language: pt-BR
- Categories: Linguagens: Alfabetização e Letramento, Pedagogia, Publicações, UFSCar

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PERÍODOS CARACTERÍSTICAS Brasil Colônia Os padres da Companhia de Jesus criaram as “escolas de ler, escrever e contar”, visando à catequização, à cristianização e a instrução dos índios. Os índios foram forçados a aprender uma segunda língua (o português), englobando a linguagem oral e escrita. Esse processo de apropriação da cultura letrada dos portugueses fez com que os índios substituíssem sua cultura ágrafa pela cultura grafocêntrica. Proclamação da Independência do Brasil A gratuidade da instrução primária passou a constar da Instituição Imperial de 1824 e foi regulamentada por lei de 1827. O método utilizado era o da soletração e da silabação, pertencentes aos métodos sintéticos5 que iniciam as práticas da leitura e escrita com a introdução da letra ou da silábica. Proclamação da República Iniciativas comprometidas com o aumento de oportunidade para a instrução primária. Introdução do método intuitivo e o método analítico para o ensino da leitura. A leitura era considerada uma atividade de pensamento, visando à comunicação com o pensamento das outras pessoas por meio da escrita. O ensino da linguagem escrita comprometia-se ainda com os aspectos relacionados à “higiene”. Décadas do século XX Começaram o uso das palavras: Analfabeto, Analfabetismo, Alfabetização, Alfabetizado. O ensino da escrita não se limitava apenas às características da caligrafia. Considerava-a como uma maneira de se realizar a comunicação e como produtora de linguagem. Foram surgindo novas práticas de leitura com a finalidade “de ampliar as experiências, estimular poderes mentais”. Década de 1950 e contexto atual A alfabetização começou a ser considerada como um meio para ter acesso à cultura. A alfabetização abrangia o desenvolvimento de habilidades específicas, relacionadas às técnicas de codificação e decodificação das letras. O trabalho de Paulo Freire provocou um alargamento das questões sobre o ensino da leitura e escrita, mostrando que a alfabetização se compromete com “a leitura do mundo”, não apenas com a aquisição do código escrito. O alfabetizado, para essa vertente, é aquele que sabe ler e produzir textos, visando ao exercício de práticas sociais de leitura e escrita que ultrapassam as situações do cotidiano escolar. Foram realizados estudos que sistematizaram os primeiros ensaios para a conceitualizar a palavra letramento, apresentando um significado diferente da palavra alfabetização. Construtivismo e Interacionismo fizeram críticas enfáticas  sobre o ensino restrito da codificação e decodificação de sinais gráficos. Apesar da mudança de concepção a respeito do processo de ensino e aprendizagem da leitura e escrita, o fracasso escolar ainda permanece no cotidiano de nossas escolas. REFERÊNCIAS MONTEIRO, Maria Iolanda. Alfabetização e letramento na fase inicial da escolarização. São Carlos : EdUFSCar, 2010.
