# A Ilha #07: Vida melhor

- Canonical: https://logosgrafia.com/2026/07/18/a-ilha-07-vida-melhor/
- Author: Paulo Ricardo Zargolin
- Published: 2026-07-18T15:00:00-03:00
- Modified: 2026-07-18T16:43:05-03:00
- Language: pt-BR
- Categories: A Ilha, Logosgrafia em séries, Publicações

---

Fiquei um segundo a mais na plataforma. Talvez dois. O bastante para perder a chance de dizer a mim mesmo, no futuro, que eu não tinha visto. Do alto, o pátio interno parecia menor do que deveria. Essa foi a primeira crueldade. A morte, vista à distância, perde parte do tamanho que merecia ter. O espaço era um retângulo iluminado demais, cercado por paredes cinzentas, janelas altas e cabelos verdes dispostos em círculo. No centro, Brenner parecia um erro de cor: meio cinza, meio verde, inteiramente sozinho. Heitor estava a poucos passos dele. Bonito. Imóvel. Inútil. A mulher do casaco escuro falou alguma coisa que não consegui ouvir por inteiro. O alto-falante chiou, depois devolveu apenas fragmentos: — … contaminação de função… — … vínculo incompatível… — … preservação do fluxo… Preservação do fluxo. Era espantoso como conseguiam transformar qualquer coisa em encanamento. Brenner ergueu a cabeça. Por um instante, tive a impressão de que olhava na minha direção. Não era possível. Eu estava alto, escondido atrás de uma grade enferrujada, entre tubos, sombras e uma escada metálica. Mesmo assim, recuei. A culpa tem esse talento: faz a vítima acreditar que foi encontrada por quem já não pode procurá-la. Heitor deu um passo. Achei que fosse impedir. Não impediu. Achei que fosse falar. Falou tarde demais. Ou falou baixo demais. Ou falou apenas para salvar alguma parte miserável de si mesmo. Dois Palhaços seguraram Brenner pelos braços. Ele não lutou. Isso me feriu mais do que se tivesse lutado. Havia naquele corpo uma desistência limpa, quase educada, como se a Administração tivesse conseguido, no último instante, ensinar-lhe a morrer sem desorganizar a cerimônia. A mulher do casaco fechou a pasta. O homem gordo bebeu água. O homem magro, aquele que antes limpava os dentes com a língua, sorriu. Então aconteceu. Não vi o gesto inteiro. Vi o corpo de Brenner ceder. Vi os cabelos verdes abrirem espaço. Vi Heitor abaixar o rosto. Vi o círculo se fechar novamente, profissional, eficiente, sem escândalo. Não ouvi grito. Talvez ele não tenha gritado. Talvez a distância tenha sido a última delicadeza que a vida me ofereceu. Ou talvez o som tenha existido e sido engolido pelo pátio, pelas paredes, pelas frases, pela máquina inteira que já tinha prática em mastigar pessoas antes que elas terminassem de dizer seus nomes. Fiquei parado. Não sei por quanto tempo. Tempo, naquela hora, não era medida. Era culpa. Depois, dois auxiliares trouxeram uma maca metálica. Foi aí que entendi de verdade. Não pela morte. A morte ainda poderia receber nomes conhecidos: execução, punição, correção, assassinato. A linguagem humana, apesar de violentada, ainda encontraria alguma palavra velha para aquilo. O que me arrancou definitivamente da mentira foi o destino da maca. Não a levaram para fora. Não a levaram para uma enfermaria. Não a levaram para um lugar de descarte. Seguiram com Brenner por uma porta lateral, abaixo do pátio, onde uma placa discreta dizia: PREPARO RESTRITO E, logo abaixo, em letras menores: Deglutição Final — acesso autorizado Deglutição Final. O nome não tremia. A placa não corava. Nenhuma parede vomitava. O mundo continuava inteiro diante daquela frase. Um cheiro subiu pela tubulação. Alho. Gordura. Pão tostado. Caldo. E alguma coisa que meu corpo reconheceu antes de mim. Naquela manhã, eu tinha recebido café reforçado. Nos dias anteriores, havíamos recebido proteína. No R.U., os quase salvos comiam em silêncio. Os que corriam pouco desapareciam para avaliações. Os que se adaptavam bem viravam cabelos verdes. Os que sobravam viravam refeição. A Ilha não existia. Ou existia apenas como palavra. Uma palavra limpa, distante, azul, cercada de água imaginária, inventada para que a fome dos Administradores pudesse usar talheres. A cidade acreditava que mandava seus filhos para uma vida melhor. A Administração recebia corpos, lavava, alimentava, media, classificava, escolhia alguns para servir e preparava outros para serem servidos. Servir ou ser servido. Essa era a travessia. Essa era a Ilha. Não havia mar. Havia mesa. Desci da plataforma antes que minhas pernas esquecessem sua função. O portão dos fundos continuava ali, a menos de cinquenta passos. A tropa de contenção ainda gritava ordens do lado leste, onde os refletores procuravam uma fuga que já tinha passado por dentro da barriga da Administração. Ninguém olhava para a área de carga. Ninguém imaginava um contemplado atravessando a ala reservada aos que decidiam a qualidade da carne. Essa arrogância me salvou. Brenner também. Não sei em que proporção. Atravessei o pátio de concreto rachado sem correr. Correr era o que eles mediam. Correr era o que esperavam. Correr era a minha assinatura no relatório. Então andei. Um passo depois do outro, com o uniforme rasgado colando no corpo, os pés feridos, a boca seca e o cheiro de alho entrando em mim como uma blasfêmia doméstica. O cadeado do portão estava aberto. Ou esquecido. Ou deixado. Eu já não sabia mais distinguir falha, favor e sacrifício. Empurrei a grade. Ela rangeu. Parei. Nada. Empurrei mais. Passei. Do outro lado, havia mato, lixo, uma vala estreita, restos de muro e uma rua de serviço que descia para a parte baixa da cidade. Nenhuma faixa azul. Nenhuma placa. Nenhum alto-falante me ensinando a ser grato. O mundo, sem a voz da Administração, parecia mal escrito. Atrás de mim, a antiga Universidade continuava de pé. Por fora, era só ruína. Por dentro, era apetite. Andei até não ouvir mais as sirenes. Depois corri. Não como no treinamento. Não como na falsa invasão. Não como alguém oferecendo dados ao próprio caçador. Corri mal. Corri torto. Corri parando, voltando, entrando em becos, atravessando terrenos, tropeçando de propósito, dobrando onde não fazia sentido. Se algum sensor ainda me alcançasse, que registrasse uma criatura defeituosa. Que a Administração aprendesse errado. Cheguei à cidade perto do entardecer. A primeira mulher que me viu atravessou a rua. Não por medo de mim exatamente. Por medo do que eu estragava. Um contemplado voltando era uma indecência pública. Era como um morto bater à porta durante o próprio velório e reclamar da música. Eu estava sujo. Magro. Com o uniforme rasgado. Sem sandálias. Sem mochila. Sem Ilha. Subi as escadas do prédio segurando o corrimão como se ele fosse uma prova de realidade. No segundo andar, dona Zelinda abriu a porta, me viu e fechou antes que eu dissesse qualquer coisa. No terceiro, uma criança apontou para mim e foi puxada para dentro. No quarto, ouvi alguém sussurrar: — Reprovado. Reprovado. A palavra me acertou com uma violência quase cômica. Não sobrevivente. Não fugitivo. Não testemunha. Reprovado. A cidade também tinha seu vocabulário administrativo. Apenas era mais pobre. Quando bati à porta, minha mãe demorou para abrir. Ao me ver, levou a mão à boca, como no dia da mensagem dadivosa. Mas dessa vez não havia alegria misturada ao medo. Havia apenas medo procurando uma forma educada de existir. — Você voltou — disse. Meu pai apareceu atrás dela. Não sorriu. Não chorou. Olhou primeiro para mim, depois para o corredor, depois para mim outra vez, como se minha presença pudesse atrair alguma punição coletiva. Minha irmã, mais alta do que eu lembrava embora tivessem se passado apenas semanas, começou a chorar. — Cadê a maçã? Essa pergunta quase me matou. Entrei. Minha mãe fechou a porta depressa. — O que aconteceu? — perguntou. Sentei no chão, porque as cadeiras me pareceram civilizadas demais para o meu corpo. Contei. Não tudo de uma vez. Ninguém consegue despejar a verdade inteira sem transformá-la em delírio. Falei da Universidade. Dos uniformes. Dos narizes. Das filas. Da invasão simulada. Das rotas medidas. Da sala dividida. Do som dos dentes. De Brenner. Do Comitê. Da placa. Do cheiro. Da Deglutição Final. Quando disse que a Ilha não existia, minha mãe se afastou. Meu pai fechou os olhos. Não como quem compreende. Como quem se protege. — Você precisa descansar — disse ele. — Você não entendeu. — Entendi que você passou por alguma coisa. — Eles comem as pessoas. A frase ficou no meio da sala. Nua. Sem metáfora. Sem administração possível. Minha mãe fez o sinal de uma oração que eu não via desde antes da guerra. — Não fala isso. — É verdade. — Não fala isso dentro de casa. — Mãe. — Não fala. Meu pai se agachou diante de mim. — Escuta. Você voltou assustado. Pode ter visto coisas. Pode ter entendido errado. Eles fazem testes, treinamentos, simulações. Todo mundo sabe que o preparo é difícil. — Pai, Brenner morreu. — Quem é Brenner? Essa pergunta me deu ódio. Não dele. Do mundo. Brenner tinha sido meu colega de beliche, meu primeiro banho em anos, minha porta destrancada, minha culpa viva por alguns minutos e morta para sempre logo depois. Mas, para meu pai, era apenas um nome novo trazido por um filho que voltara errado. — Ele me ajudou. — Então por que você está aqui e ele não? Não havia crueldade na pergunta. Esse era o problema. Era uma pergunta lógica. E a lógica, em certas salas, é apenas brutalidade sem intenção. Minha mãe começou a chorar baixo. — Você não devia ter voltado assim. Assim. Não era “você não devia ter sofrido”. Não era “você não devia ter sido levado”. Não era “você não devia ter visto”. Era: você não devia ter voltado assim. Compreendi o desgosto deles antes que eles mesmos compreendessem. Eu não trazia salvação, notícia boa, carne de quinta-feira, água limpa, senha, remessa, autorização, convite, vantagem. Eu trazia uma verdade inútil, esfarrapada, perigosa. Voltava sem a Ilha e, pior, voltava contra a Ilha. Era uma ingratidão ambulante. A vizinhança soube antes da noite. Não sei como. Miséria tem antenas, eu já havia dito. E a vergonha, ao que parece, também transmite. No dia seguinte, poucos bateram à porta. Os que bateram não queriam ouvir. Queriam confirmar se eu estava doente, se havia sido expulso, se eu tinha feito algo errado, se os boatos sobre “surto de adaptação” eram verdade. Essa expressão surgiu rápido demais para ser espontânea. Talvez a Administração já tivesse preparado a cidade para retornos indesejados. Talvez toda mentira boa inclua, desde o início, uma explicação para quem escapa dela. Surto de adaptação. Meu pai gostou da expressão. Ela diminuía o problema. Minha mãe também. Ela repetia para as vizinhas: — Ele ainda está confuso. Confuso. Eu. Não a placa de Deglutição Final. Não o Comitê. Não o homem magro limpando os dentes com a língua. Não o cheiro de alho depois da morte de Brenner. Eu. Confuso. Passei os dias seguintes trancado, escrevendo. No começo, em pedaços de embalagem, no verso de comunicados antigos, nas margens de cartilhas da Administração, em qualquer superfície que aceitasse o peso das palavras. Depois, meu pai trouxe um caderno velho, sem olhar nos meus olhos. — Para organizar a cabeça — disse. Agradeci. Era o que se fazia diante de uma dádiva. Escrevi tudo. A mensagem das seis e treze. O brasão. A antiga Universidade. O banho. Brenner. Os uniformes. Os narizes. O R.U. Heitor. As filas. A falsa invasão. A porta cinza. A sala dividida. A mulher. O pão. O peixe. Os dentes rangendo como violão. A placa. O pátio. A morte. A fuga. Escrevi para não enlouquecer. Depois percebi que escrever para não enlouquecer é apenas a primeira mentira nobre da escrita. A segunda é acreditar que alguém lerá. Quatro dias depois, outro celular vibrou no prédio. Uma vez só. A casa inteira parou. Não a minha. O prédio. Deu para sentir pelas paredes. Portas se abrindo. Passos no corredor. Sussurros. Uma alegria nervosa subindo pelos andares como cheiro de comida. A contemplada era Lara, filha de Marília, do 31. Tinha dezenove anos, talvez vinte. Na cidade devastada, as pessoas de dezenove anos às vezes pareciam crianças cansadas, às vezes viúvas sem casamento. Lara vendia água filtrada em garrafas reaproveitadas, cuidava dos irmãos menores e tinha um riso que pedia desculpas antes de existir. Recebera a mensagem dadivosa às oito e dois da manhã. Fui até o apartamento delas antes que minha mãe conseguisse me impedir. Marília abriu a porta com os olhos vermelhos de orgulho. — Não agora — disse, antes que eu falasse. — Ela não pode ir. Lara apareceu atrás da mãe. Estava com uma camisa limpa na mão. A mesma cena. Outra casa. Outra mochila. Outro corpo sendo preparado para a mentira com a delicadeza dos desesperados. — Você voltou de lá — disse Lara. — Voltei. — Então existe. A frase me deixou sem resposta por um segundo. — Não como você pensa. — Mas existe. — Lara, escuta. Não há Ilha. Eles levam vocês para a Universidade, alimentam, medem, separam. Alguns viram funcionários. Os outros… Parei. Não por pudor. Por ver o rosto dela fechar. Ninguém acredita numa verdade quando a verdade exige perder a única esperança disponível. — Os outros o quê? — perguntou Marília. — São servidos. Ela me olhou com nojo. Não medo. Nojo. — Você devia ter vergonha. — Eu estou tentando salvar sua filha. — Minha filha foi contemplada. — Ela foi escolhida. — Sim. — Não para viver melhor. Marília abriu mais a porta, não para me deixar entrar, mas para que os vizinhos ouvissem. — Você voltou porque não conseguiu. Essa frase trouxe gente ao corredor. Dona Zelinda. Jonas. Seu Américo. Minha mãe, pálida, subindo a escada atrás de mim. Lara segurava a camisa limpa junto ao corpo. Vi nela o mesmo brilho que eu talvez tivesse tido no primeiro dia. Não felicidade. A esperança menor, mais resistente, mais perigosa: aquela que aparece quando a pessoa acredita que finalmente foi vista por alguma coisa maior do que a miséria. — Eles comem vocês — eu disse. Foi um erro. A verdade, sem preparação, vira obscenidade. Marília fechou o rosto. — Fora da minha casa. — Lara. Ela desviou os olhos. — Sinto muito pelo que aconteceu com você. Com você. Não lá. Com você. Era assim que a mentira se protegia. Transformava o sistema em trauma individual. Minha mãe tocou meu braço. — Vamos. — Ela vai morrer. O corredor inteiro recuou de mim sem se mover. Há frases que isolam. Lara chorou. Marília me empurrou para fora. — Minha filha vai para a Ilha. Ninguém disse nada. Porque todos queriam que fosse verdade. Naquela tarde, a Administração transmitiu pelos alto-falantes da praça uma saudação aos novos contemplados. A mesma voz feminina. Limpa. Treinada para parecer humana sem cometer excessos. “Cidadãos contemplados pela mensagem dadivosa deverão comparecer ao prédio da antiga Universidade Regional até as dezoito horas. A pontualidade é expressão de gratidão. A gratidão é o primeiro passo para a vida melhor.” A frase voltou inteira. Sem vergonha. Sem cicatriz. Como se Brenner nunca tivesse existido. Como se eu nunca tivesse visto. Como se a palavra vida pudesse ser colocada ao lado da palavra melhor e, por isso, o mundo fosse obrigado a obedecer. Lara saiu às quatro. Vestida com a melhor roupa que tinha. Marília a acompanhou até o portão do prédio. Alguns vizinhos desceram também. Havia lágrimas, abraços, recomendações, inveja educada, orgulho faminto. Minha mãe me trancou no apartamento para que eu não fizesse “escândalo”. Escândalo. A palavra perfeita para quando a verdade chega sem autorização. Da janela, vi Lara atravessar a rua. Ela olhou para cima. Por um instante, pensei que procurasse meu rosto. Talvez tenha procurado. Talvez eu tenha inventado. Ela levou a mão ao bolso, onde provavelmente guardava o celular com a mensagem dadivosa, e continuou andando em direção à antiga Universidade. Não gritei. Não porque aceitei. Porque já tinha aprendido que uma voz, quando todos estão com fome, perde para uma promessa bem escrita. Naquela noite, escrevi mais. Escrevi até os dedos doerem. Escrevi o nome de Brenner muitas vezes, não para homenageá-lo, mas para impedir que a Administração o transformasse em função, falha, contaminação, correção terminal ou qualquer outra palavra limpa o bastante para esconder seu corpo. Brenner. Brenner. Brenner. Depois escrevi Lara. E entendi que este caderno talvez não salvasse ninguém. Talvez fosse encontrado tarde demais, mofado em algum armário, debaixo de uma cama, dentro de uma parede, lido por alguém que já não conheceria meu rosto nem a voz da Administração. Talvez rissem. Talvez chamassem de delírio. Talvez dissessem que era literatura, esse nome elegante que às vezes damos às verdades quando ainda não estamos prontos para obedecê-las. Mesmo assim, continuei. Porque um dia alguém encontrará este diário. Um dia alguém perceberá que as palavras dadivosas demais sempre escondem dentes. Um dia alguém entenderá que não havia Ilha, apenas fome administrada. E, quando esse dia chegar, a verdade talvez já não possa ser escondida por expressões limpas, relatórios de adaptação, protocolos de gratidão, comunicados de vida melhor ou qualquer uma dessas palavras sutilmente administradas para transformar gente em refeição. Escrevo, portanto, para esse alguém. Não para minha mãe. Não para meu pai. Não para Lara, que talvez já tenha recebido banho, uniforme, nariz, fila e pão. Não para Brenner, que me deu uma porta e ficou com a morte. Escrevo para quem ainda puder desconfiar da dádiva antes de agradecer. Quanto a mim, não sei o que sou. Sobrevivente é uma palavra vaidosa. Fugitivo é uma palavra incompleta. Testemunha é uma palavra pesada demais para quem correu quando outro ficou. Talvez eu seja apenas o erro que voltou. E erros, quando voltam, incomodam menos pela verdade que trazem do que pela esperança que atrapalham. Foi por isso que ninguém acreditou. Eu tinha voltado da Ilha. Por isso ninguém acreditou em mim. Acompanhe A Ilha, [aqui](https://logosgrafia.com/category/logosgrafia-em-series/a-ilha/). Acompanhe mais séries, [aqui](https://logosgrafia.com/estantes/logosgrafia-em-series/). [](https://logosgrafia.com/)Volte ao início, [aqui](https://logosgrafia.com/).
