Por: Anilda Carvalho
Um som suave no ar
A bailarina dançou,
Ela bailou, rodopiou
E caiu nos braços
De seu deus.
O perfume que adoçava a pele
Fazia sua cabeça delirar,
Com o rosto escondido em seu peito,
Ela respirou o doce perfume que emanava dele
O cheiro natural que brincava com seus nervos,
E fazia tremer suas pernas.
A bailarina disfarçou com rodopios o leve
Rubor que despontou em seu rosto,
Quando as mãos seguraram sua cintura
E a fizeram subir aos céus,
Cada pedaço do instante foi deliciado por ela,
Como se fosse o último momento de sua vida.
A bailarina tocou de leve
Com as pontas dos pés o frio chão, e estremeceu,
Com medo de que fosse sonho o momento.
A bailarina viu no espelho o seu reflexo,
Admirou sua beleza, sorriu para a sua imagem,
Que se modificara, com o doce encanto da paixão.
A bailarina se sentiu livre e ao mesmo tempo
Presa àquele amor tão louco e lindo,
Por um homem-criança, homem-menino
Que, sem pedir licença, conquistou seu coração,
Amparou-a pelas mãos, beijou seus lábios,
E a fez mulher.
A bailarina agora perdeu a ingenuidade,
Mas ganhou sabedoria.
Ela dança, ela vibra, ela ama, ela delira.
E do palco à vida real, dos sonhos e fantasias:
Tudo se torna verdade.
E a menina-moça, hoje se torna mulher.
E a bailarina dança no ar das sensações.
A autora é poetisa desde sempre, mas um pouco afastada da magia de escrever. Com muita facilidade, coloca no papel seus verdadeiros sentimentos.
