Por: Alex Mesquita
E tudo quanto pensa
Tudo tanto sente, vive!
Há que se pensar e saber
Ou será preciso saber para pensar?
Nada escapa a esta sentença,
Tudo a aceita, nada a descarta.
Nem mesmo a maior das potências…
Muitos se enaltecem,
Poucos se submetem.
E na dinâmica das interrogações,
Desconstruções, certezas e sempre dúvidas,
Conflitos do ser pensante,
Como fogo solto no caos…
Numa cosmovisão,
Nem relativismos nem dogmatismos,
Desejos a serem alcançados,
Chegar à Era das Águas!
Sua existência é um fato,
Mesmo que na menor das dimensões atômicas,
Desde os argumentos mais cultos
Ao desejar de um afago.
Sinceridade de criança,
Indisciplina infante,
A difícil tarefa de superar um menino
Quem a consegue: um homem!
Dentre todos os pesares,
Eis o mais perturbador:
O sentimento divino torna-se humano.
Este é o amor.
(…)
E continuo assim, cogitando,
Sem estação pra parar.
Minha mente é meu ateliê,
Infinitamente a pensar.
O autor descreve-se como um ser que pensa existir e que encontra sua essência na tênue linha do pensamento e da existência.

