Por: Paulo Ricardo Zargolin
Quando eu estava na 5a série, fui representante de sala, e, por isso, no fim do ano letivo, recebi uma carta da diretora da escola em que estudava, desejando-me sucesso nos estudos. Naquela epístola, repleta de reflexões, um trecho de “Como uma onda”, música do Lulu, reiterava os votos e, até hoje, me faz pensar nos desvios e gracejos do tempo e do destino.
É impressionante, mas nós estamos, a cada dia, trocando o “prazer de estar a caminho” pela “volúpia de chegar rapidinho”. E para quê? Para quem? Não, “não adianta fugir nem mentir pra si mesmo agora!” As coisas mudam e vão mudar sempre. Mesmo que você faça o possível. Ou o impossível. Ou nada, afinal “não fazer nada” também é uma alternativa – algumas vezes, a mais prudente.
Então, por que a gente não senta e aproveita a viagem? Ah, já sei! Temos medo de deixar a vida nos levar. Medo do que os outros vão falar. Medo do que vão pensar… E falam e pensam mesmo. E se eles fizerem o possível? E o impossível? Ou mesmo que não façam nada, vamos temê-los? Até quando? Por quê?
Pra que esse medo dos outros? São mais potentes? Quem são? Talvez nem existam. Talvez, nós os idealizamos, alimentamos e deixamos que nos maltratem. A troco de quê? Isso tudo vai mudar mesmo!
Não acredita? Um dia você pode rir de tudo o que te faz mal hoje, vai por mim… E pra isso acontecer, você pode fazer de tudo, expandir possibilidades ou impossibilidades. E pode ser que você nem precise fazer nada, porque, acredite: tudo muda o tempo todo no mundo.

