Por: Paulo Ricardo Zargolin
Para falar sobre autonomia, é importante conhecer os aspectos nos quais ela se insere. Nas duas últimas décadas, do ponto de vista pedagógico, fala-se sobre o aprendiz que, em seu processo de construção do conhecimento, de um lado, busca reconhecer no outro suas capacidades e, por outra vertente, “tomar para si” sua própria formação, objetivos e fins.
É necessário, antes, porém que façamos uma ressalva sobre essas capacidades do indivíduo, levando em consideração os sentidos de educação que atua na liberdade e no compartilhamento de ideias, teorias e viabilização de novos conhecimentos. Não obstante, práticas e sistemas como a EaD devem manter uma estrutura de suporte e procedimentos para que aconteça o ato educativo e não somente a instrução.
Ao observarmos as dimensões da autonomia, dentro da EaD, é possível fazer uma reflexão sobre o amadurecimento das práticas construtoras da formação de alunos desta modalidade. Sob o ponto de vista ontológico, compreendem-se as razões através das quais o homem é, vem a ser, decide e impõe a si mesmo os seus limites de ação. A visão política demonstra a capacidade humana de planejar para si e para os demais. A afetiva, exprime e implica as motivações sob as quais construímos a autoaprendizagem. A práxis social nos dá a dimensão metodológica, que procura traçar caminhos a partir das experiências. As habilidades que capacitam o aprendiz para aplicar o aprendido, tratam do aspecto técnico-instrumental e as ações organizacionais voltadas para a racionalidade dos objetivos traçados e alcançados incorporam o âmbito operacional.

