Dinâmicas de poder e responsabilidade: a Gestão Pública e a Representatividade Governamental em Democracias

Por: Paulo Ricardo Zargolin

Ao ler Flores (2016) e Couto (2019), pôde-se inferir que administração e gestão de assuntos referentes à sociedade de uma unidade política e a representatividade advinda dos governantes para povo e suas necessidades numa perspectiva de manutenção da ordem, são os principais aspectos para a existência do Governo.
Vale ressaltar que, na configuração democrática, governantes criam e trabalham, agindo com ampla discricionariedade, para que haja cumprimento das leis que regem a sociedade, devendo promover uma administração eficaz e eficiente da coisa pública.
Isso pode ser interpretado como a necessidade de uma margem de manobra para que os governantes possam responder de maneira eficaz às situações variáveis e complexas que enfrentam. No entanto, essa discricionariedade deve ser equilibrada com mecanismos de responsabilidade e transparência para evitar abusos de poder e garantir que as ações do governo estejam alinhadas com os interesses públicos.
Entende-se ainda que o Governo, de caráter transitório nas democracias, é o núcleo decisório do Estado, formado por membros da elite política, os quais estão encarregados da gestão pública. É, portanto, o conjunto de órgãos e atividades exercidas no sentido de conduzir politicamente o Estado, definindo suas diretrizes.
Nesse sentido, a Administração Pública, em sentido estrito, atuando de modo subordinado ao Governo, tem a função de realizar concretamente as diretrizes traçadas pelo mesmo.
Percebe-se que o governo não apenas define e conduz as políticas públicas, mas também deve garantir que essas políticas sejam implementadas de maneira eficaz pela administração pública, com um claro compromisso com a transparência, a responsabilidade e a representatividade. A interação entre governo e administração pública, juntamente com a transitoriedade e a discricionariedade dos governantes, forma a espinha dorsal de um sistema democrático saudável, no qual o poder é exercido para o benefício da sociedade como um todo.
Para além disso, governantes devem efetivamente representar e atender às necessidades da população, refletindo suas preferências e exigências. A percepção de que os governantes são verdadeiros representantes do povo pode fortalecer a confiança pública no governo e em suas instituições, além de incentivar uma maior participação cívica.

REFERÊNCIAS

COUTO, Cláudio Gonçalves. Sistema de governo e políticas públicas. Brasília: Enap, 2019. 136 p. : il.

FLORES, Antonio Joreci. Teorias da administração pública. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2016. pp. 29-79.

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