Por: Paulo Ricardo Zargolin

As relações entre educação e tecnologias de ensino, em que pese o conceito de tecnologia social, pretendem-se ressignificadoras da prática pedagógica e, portanto, transformadoras, haja vista a busca, apontada pelo Instituto de Tecnologia Social (2007), de uma educação inclusiva e democrática.
Almeja-se, por conseguinte, uma escola que se assemelhe aos preceitos observados no documento “Vamos cuidar do Brasil com escolas sustentáveis: educando-nos para pensar e agir em tempos de mudanças socioambientais globais” (BRASIL, 2012, p. 10),
[…] onde se desenvolvem processos educativos permanentes e continuados, capazes de sensibilizar o indivíduo e a coletividade para a construção de conhecimentos, valores, habilidades, atitudes e competências voltadas para a construção de uma sociedade de direitos, ambientalmente justa e sustentável. Uma escola sustentável é também uma escola inclusiva, que respeita os direitos humanos e a qualidade de vida e que valoriza a diversidade.
É imprescindível, portanto, uma escola comprometida com a transformação social e fundamentada no diálogo, como aponta o ITS (2007, p. 47, grifos meus1) “numa prática de ensino que não se restringe aos ‘conteúdos’ – o tão falado currículo –, ela educa para a vida, contribuindo para a formação de cidadãos autônomos e críticos”.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Vamos cuidar do Brasil com escolas sustentáveis: educando-nos para pensar e agir em tempos de mudanças socioambientais globais. Elaboração de texto: Tereza Moreira. Brasília: A Secretaria, 2012. 46p.
INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL. Tecnologia social e educação: para além dos muros da escola. (2007). In:___________. Conhecimento e cidadania 3 – Tecnologia social e educação. Disponível em: <https://moodle.unifei.edu.br/mod/resource/view.php?id=137973>. Acesso em 23 jul. 2021.
1O fato de a prática não estar restrita aos conteúdos não deve ser confundido com a possibilidade de deixar o currículo de lado. Lembremo-nos da imperiosidade de considerar os conteúdos como parte integrante do plano político pedagógico e, portanto, da realidade da escola.

