Este texto faz parte do arquivo histórico do Logosgrafia. Para conhecer a fase atual do projeto, visite também: O CONCEITO, ESTANTES, Crônicas Zargolinianas, Em bom português e Acervo.
Por: Paulo Ricardo Zargolin
Em boa hora!
Finalmente posso escrever diretamente para vocês, meus leitores e espectadores. Como vocês devem ter percebido, o blog homônimo, antecessor a este site, já teve o conteúdo totalmente transferido para cá. Na sequência, continuarei apresentando os trabalhos e pesquisas realizadas ao longo de minha formação, mas, mais do que isso, pretendo conversar diretamente com vocês.
A nossa conversa, hoje, tange ao aspecto fundamental de todo texto: a unidade! Entende-se que um texto é uma ocorrência linguística, escrita ou falada, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal.
Logo, é necessário entender que, ao escrever, não importa a quantidade de palavras, frases ou parágrafos, você deve se preocupar sempre com a temática que contextualiza a sua escrita, ou seja, é preciso que a sua produção esteja submersa em um único assunto e que dele você possa extrair uma essência condizente com a sua intencionalidade.
Difícil? Como diria uma amiga minha, “desenha pra mim”. Vamos explicar melhor. Todos que escrevem, o fazem com alguma finalidade. A isso, chamamos intencionalidade, que pode ser: convencer, emocionar, iludir, expor, etc, dependendo do gênero textual e do estilo do autor. A essência do texto nada mais é do que a sua ideia principal, que, devidamente ramificada, conduzirá à produção dos demais parágrafos, sem que você fuja do tema. Todos esses elementos juntos compõem a unidade da sua obra.
Um exemplo do que não deve ser feito em um texto é trazido por José Renato Castro e Daniel Cardamone Sanchez, conhecidos como Rosa e Rosinha.
Vejamos um trecho da canção:
Quem tem boca vai à Roma
Chora, a rolinha e o bem-te-vi
Segura aqui pra não cair
O pastel de azeitonaQuando, quando amanhece o dia
Idolatro uma bacia
Por que será que foi?
Sinta minha banana filipe
Black people é meu jipe
E a vaca lambendo o boi
Logicamente, essa canção foi intencionalmente composta sem nenhuma unidade, indicando que a escrita – inclusive de poesias – não pode ser feita com a colocação de palavras, umas após as outras, sem contextualização ou observância do sentido ou campo semântico.
Então, agora você já sabe como faz!
Qualquer dúvida, comente aqui embaixo!

