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Por: Paulo Ricardo Zargolin
Em boa hora!
Vamos falar da introdução do artigo de opinião.
Temática
O aborto deve ou não deve ser legalizado? Por quê?
Há muitos anos, as nações discutem questões científicas, éticas, morais e religiosas que envolvem o aborto. Ele é legalizado e feito de forma segura em vários países, mas é ilegal e visto como grave crime em outros. Muitas mulheres (de todas as classe sociais e religiões) já interromperam uma gravidez indesejada, com ou sem ajuda médica, com ou sem respaldo legal. Uma das principais discussões é se a legalização do aborto diminuiria uma gravíssima questão de saúde pública: as complicações pós-aborto, que são a terceira causa de morte entre mulheres em idade fértil. O que você acha? Por razões médicas ou por escolha pessoal da mulher, o aborto deve ou não ser legalizado?
Introdução ou tese
Resposta: SIM, o aborto deve ser legalizado.
Considerando que, nem sempre, a concepção de uma criança é fruto de um vínculo de amor e que, por vezes, esse momento pode ser angustiante, quando ocorre de forma indesejada ou até mesmo por vias de violência contra a mulher, deve ser oferecido à mãe o respaldo legal para que ela possa tomar decisões sobre a gestação, incluindo, a interrupção, quando comprovados seus motivos.
Note que:
“Nem sempre” e “por vezes” são expressões que indicam as ressalvas, ou seja, as exceções que exigem atenção do autor, quando tratamos de casos polêmicos;
“Deve ser” é o mesmo que “eu acredito que deve ser”. Ainda que o artigo de opinião possibilite que o autor exponha sua argumentação pessoal, é recomendável que se utilize expressões impessoais, para garantir o poder de convencimento da produção.
“Forma indesejada” ou “violência contra a mulher” indicam que o autor está a par da polêmica e que realizou leituras prévias a respeito do tema.
“Respaldo legal” é uma palavra-chave, pois é a base na qual se sustenta a problemática apresentada.
“Seus motivos” é a expressão chave que dá o enlace para os próximos parágrafos, onde, provavelmente, serão apresentados argumentos que fundamentem esta tese.
Resposta: NÃO, o aborto não deve ser legalizado. Vamos utilizar a mesma construção, para que você observe que não há muita diferença entre a escolha da defesa, se SIM ou se NÃO, o importante é expor e defender a tese de forma correta, trazendo informações e conhecimentos sobre o assunto discutido.
Mesmo que a concepção de uma criança nem sempre seja fruto de um vínculo de amor, podendo ocorrer de forma indesejada, incluindo atos de violência contra a mulher, deve-se primar pelo respaldo legal trazido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, não por acaso, defende o direito à vida, e repugna atos cruéis, que, ainda que justificados, não devem ser concebidos.
Você pode perceber que as expressões destacadas cumprem a mesma função do parágrafo anterior. No entanto, você viu que houve uma mudança no foco do discurso.
Na primeira construção, à favor da legalização, a vontade da mãe é colocada no centro da ideia, o que você poderá observar no post sobre o desenvolvimento do artigo.
Já no parágrafo que rejeita legalização, o foco é a Declaração dos Direitos Humanos, onde são expostos argumentos enunciativos – defesa do direito à vida e repugnância de atos cruéis (relacionados aos artigos III e V do referido documento) – que deverão ser desenvolvidos também em um próximo post.

