Por: Leonardo Alves de Moraes
Desejar tudo aquilo que parece inalcançável, correr atrás do invisível, ser determinado quando parece sonhar com algo que só você acredita, mas mesmo assim continuar firme e obstinado. Eis aí um desafio para vida. Como disse Mario Quintana, “se as coisas são inatingíveis… ora! Não é motivo para não querê-las… Que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!”. Por que não tentar?
De acordo com a poesia de Fernando Pessoa, “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Vivemos de sonhos, conquistas, objetivos. E tudo se dá por batalhas e caminhos árduos. Parece que, quanto maior a dificuldade, mais intenso será o prazer da conquista. Suor e sangue dão um gosto indescritível à vida conquistada com esforço.
O mundo está cheio de exemplos de pessoas que alcançaram o inatingível, chegaram aonde muitos enxergavam o impossível. Mas foram ousados, determinados e sonhadores. Imagino que sofreram, choraram, pensaram em desistir, afinal são seres humanos; pessoas como as outras, que sentem, ouvem, veem e sofrem. Portadores das mesmas emoções, que vieram de um ventre e irão à terra.
Por que desistimos tão fácil? Por que iniciamos e não terminamos? Por que deixamos o medo nos neutralizar?
Rubem Alves diz que “coragem não é a ausência do medo. É viver, a despeito do medo”. Ou seja, ter medo não é ruim assim, ao contrário, torna-se até útil. Agimos com mais cautela: nos deixa atentos, mas só é bom desde que seja a mola propulsora para o alvo.
Entretanto, quando se tem um sonho, por mais que pareça impossível, deve-se correr atrás. Quando alcançamos, muitas vezes, descobrimos algo que só é entendido por quem esteve neste tortuoso caminho: há sensações incríveis na jornada, momentos indescritíveis e que não voltam mais.
O que nos resta é a nostalgia, saudade do que ficou para trás e que jamais voltará. Então, descobrimos que precisamos de mais desafios.
Quem alcança seu ideal vai além dele.
Nietzsche

