Memórias da Matemática

Por: Paulo Ricardo Zargolin

Sempre tive problemas com a Matemática. Quase todos os conteúdos eram de difícil compreensão e isso me causava sensação de angústia. Durante as aulas, primeiramente, eu precisava imaginar as histórias de situações-problema apresentadas para poder conceber e aplicar o que estava sendo aprendido.

Eu não tinha dificuldades com as operações básicas, desde que os números não tivessem mais de três dígitos, principalmente na divisão e na multiplicação. Somente no ciclo II do Ensino Fundamental, pude sanar as dificuldades, compreendendo operações mais complexas, que envolviam polinômios e equações do 2º grau.

 No Ensino Fundamental, eu tinha muitas dificuldades com o famoso caderno de Atividades Matemáticas, principalmente, em compor as figuras geométricas. No ciclo II, tive problemas com as equações do 1º grau. Foram nas férias, entre a 5ª e a 6ª série, que eu estudei, sozinho, e consegui realizar a maior parte das atividades de um livro didático que ganhei na escola. Nas séries finais tive professoras incríveis que me fizeram gostar da disciplina por alguns anos, coma utilização de exemplos mais concretos. No Ensino Médio, no entanto, os conteúdos tornaram-se mais difíceis e muito abstratos.

E apesar de eu gostar da subjetividade e ter enorme facilidade na abstração, na área das letras; quanto aos números, isso parece ser diferente. Para compreender, preciso enxergar, ao menos mentalmente, todas as operações e concretude das situações-problema.

Fazendo um balanço, as tarefas, lições e avaliações de Matemática foram, basicamente, um tormento, uma obrigação mesmo. Houve situações marcantes, mas não posso classificá-las como positivas ou negativas. Contudo, sei que tudo que marcou estava relacionado a situações práticas. Lembro-me de atividades como tirar foto com lata e fazer a ampliação de desenhos

Há uma professora que me marcou. O nome dela é Roselaine. Atualmente, ela é leciona na sala do meu irmão. Ela foi minha professora da 7ª série e explicava muito bem. Tive aula com ela apenas dois meses, pois tive que trocar de período; mas lembro-me até hoje das explicações e dos jogos que ela levava para ensinar equações.

Atualmente, tenho resistências quanto à Matemática, mas sempre gostei de desafios e sei que há muito para aprender.

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Uma resposta para “Memórias da Matemática”

  1. Avatar de Osvaldo Jr =)
    Osvaldo Jr =)

    Eu também tive sérios problemas com a matemática. E percebi que a motivação e a vontade são coisas fundamentais para conseguir se dar bem com ela. Eu por exemplo nunca tinha visto nenhuma utilidade em muitos dos conceitos que fui obrigado a estudar em Matemática, e o pior de tudo, decorava várias regras. Falando nisso até hoje lembro-me da fórmula de resolução de uma equação de segundo grau. Mas pra quê isso? Onde vou usar? O problema aqui, creio que esteja na forma como estudamos ou conhecemos a disciplina.Se faltou didática, já é um problema. Se durante as aulas na escola nunca pôde ver a utilidade prática dos conceitos, pior ainda…
    Quando terminei o colegial tive uma experiência incrível: pensava em estudar e trabalhar na fabricação de jogos eletrônicos. Não demorou muito e aprendi algoritmos e lógica de programação de softwares. Daí que, para minha grande surpresa, o game é um dos tipos de softwares mais difíceis de se produzir no mundo. Entender um game exige conhecimentos práticos de matemática, física e computação gráfica. É… e conheci outra situação práticada matemática em ação na Computação Gráfica (a tecnologia por trás daqueles desenhos 3d e de qualquer outro tipo de imagem digital). Vi a forma como se representa uma imagem digital e as transformações que nela podem ser realizadas. Nessa época senti muito mais dificuldade do que o normal para compreender um livro da área. O pior é que ninguém entende e portanto não havia praticamente ninguém para ajudar. Senti que muita coisa que poderia ser útil pra minha futura carreira ficou para trás e teria que perder um bom tempo para resgatar aquilo tudo. Certa vez perguntei a um professor qual era a razão de ele lecionar matemática. Ele riu e disse apenas isto: “Pra ganhar dinheiro, ora.”
    Uma outra vez, durante o ensino fundamental, peguei um livro de matemática, por sinal bastante didático, e vi claramente um exemplo prático do significado de uma equação do primeiro grau: uma balança equilibrada com várias frutas. Claro, como é que não tinha notado isso antes? E por que nenhum professor não tinha ilustrado um exemplo assim? No exemplo do livro, a equação não passava da representação numérica, digamos assim, da situação, na qual o problema era descobrir o peso de uma das frutas (incógnita x) colocadas em conjunto na balança. O sinal de igualdade na equação indicava que os dois pesos (os dois lados da balança) eram iguais.

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