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Por: Paulo Ricardo Zargolin
Não é muito comum que se reflita sobre a importância dos números. Não para nós, do famigerado século XXI. Mas isso se deve ao corre-corre do dia-a-dia que não nos incute o desejo de tecer reflexões a respeito de coisas que, hodiernamente, rodeiam-nos como se sempre estivessem estado por aqui. E os números podem ser encontrados numa lista ingrata, onde também enumeramos as primeiras descobertas de todas as outras ciências e filosofias.
Obviamente que, se pararmos para pensar um pouco, redescobriremos os números, que servem para tanta coisa que, talvez, seja impossível apontar suas utilidades em um pequeno texto. De qualquer modo, eles são tão úteis que lhes são reservados um verbo próprio: enumerar.
E, enumerando, vamos observando que os números, hoje, têm cada vez mais utilidades. Funções que foram, gradualmente, desenvolvendo-se e ramificando-se, ao longo do tempo, a partir de sua descoberta, por meio do uso, tal como na Lei de Lamarck. Atualmente, os números aparecem em todos os lugares: despertam-nos, marcam nossos horários, concebem nossos prazos, racionalizam nossos calendários, permitem nossas transações bancárias e até nos identificam.
Hoje, um mundo sem números, é inconcebível, haja vista que o desuso só entraria em questão, caso descobertas científicas nos conduzissem para uma nova tecnologia mais eficiente que os substituiriam. Contudo, se não houvéssemos descoberto os números, certamente, a evolução da espécie, tal como a conhecemos, estaria prejudicada e, provavelmente, teríamos escrito outra história.
Um mundo sem os números não seria tão ruim como podemos supor. Várias outras culturas, em séculos passados, desenvolveram-se sem os algarismos arábicos. Estaríamos, então, fadados a formas mais ou menos obsoletas, mais ou menos cognoscíveis, mais ou menos racionais, mas, certamente, não estaríamos parados no tempo, como muitos poderiam sugerir.
Por conseguinte, os números tiveram e têm sua importância sedimentada no tempo e no uso e nós, conhecedores dessa tecnologia, buscamos compreendê-la e dominá-la, na intenção de esgotar todos os seus recursos. Essa é a tendência humana que se relaciona a todas as ciências, incluindo a Matemática e suas descobertas.

