Por: Paulo Ricardo Zargolin
Assistindo aos vídeos, percebemos claramente que a história e os pensamentos únicos se dão por apenas uma versão da realidade e isso acontece muito nos dias atuais. Como se diz por aí, “toda história tem duas versões”, o que, em outras palavras, sugere que para uma pessoa determinada situação é negativa e para outra a mesma situação pode ser positiva. Portanto, precisamos estar atentos à história e aos pensamentos únicos para que não se tornem verdades absolutas sem direito a uma segunda versão.
Com estes pensamentos, dei início às minhas reflexões no fórum. Em seguida, acompanhei e participei das discussões que se seguiram. Corroborando com Chimamanda, os colegas falaram sobre o perigo de se ouvir uma única história, sobre uma pessoa ou um país.
Foi falado sobre a possibilidade de se gerar preconceito a partir dos pensamentos únicos (Edinéia, Zilda, Márcia,Tânia e Luila). Discutimos também sobre a importância de se trabalhar histórias que valorizem as diferenças sociais, raciais, culturais (Edinéia). E concluiu-se que é preciso discutir e implantar nas séries fundamentais uma nova consciência coletiva, pois é com as crianças que esse trabalho deve começar. (Paulo).
Para a colega Tânia, “o estudo da história tende a contribuir na compreensão pelo aluno, de que a realidade como se apresenta foi produzida por uma determinada razão, estando sujeita a mudanças e permanências”. Ela ainda acrescenta que
a História tende a ser concebida como um processo social em que todos os homens estariam nele engajados como seres sociais e, nesse sentido é importante à construção de práticas educativas que concebam o aluno, na sua família e na sua comunidade, sob a condição de portador de saberes, que somados a história da humanidade, o instrumentalize na compreensão e na promoção de mudanças em seu próprio espaço de convivência.
Zilda salientou a necessidade de se buscar um aprofundamento maior em relação a uma determinada história e, nesse sentido, eu acrescentei que “na escola, é preciso que ajam os dois lados, que os alunos comecem desde cedo a se apropriar das verdades que cada um tem a contar, para que se desenvolva neles o senso crítico através do conhecimento e análise” (Paulo).
Osmar fez um excelente resumo das discussões, do texto e dos vídeos, dizendo que “certas ‘verdades’ constituem-se em veneno na sala de aula, cabendo ao docente desnaturalizá-las e permitir que os alunos não fiquem presos à História Única a respeito de um assunto”.
A reflexão sobre o poder da história contada e sua capacidade de invocar valores, convicções e imaginações que muitas vezes não passam de uma reprodução de uma historia única ficou por conta da colega Márcia. E Zilda acrescentou a integração do aluno na realidade social, como um dos benefícios do ensino de História e Geografia.
Vimos que Chimamanda “nos convida a ampliar nossos olhares, percebendo a diversidade que nos cercam e reconhecendo-nos que cada um tem sua historia”. (Márcia). E, assim, chegamos a compreender a função da escola:
abrir espaço para que uma história não tenha uma só versão, ou seja, cabe ao docente desnaturalizar algumas ‘verdades’ consideradas absolutas no ambiente escolar, principalmente no ensino público que muitas vezes serve de elemento propagador de uma história única, afim de satisfazer interesses de algum grupo ou corrente política (Osmar).
Assim, concluímos que “pensamento não pode ser único, mas sim com olhares sob vários ângulos, evitando a criação de estereótipos” (Zulma) e que
devemos atentar para o fato de que a escola, repeitada sua autonomia e identidade, representa uma instituição que está diretamente ligada às necessidades da comunidade em que está inserida e deve promover, coletiva e democraticamente, uma interação libertadora focada nas suas particularidades, diversidades e anseios. (Tutor Sandro).
Portanto, a quebra da história e do pensamento único com os dados atuais seria sim uma boa maneira de desnaturalizar as verdades. Isso poderia ser utilizado de forma positiva para desmistificar muitas coisas que ouvimos sobre sala de aula e ensino público. Precisamos fazer algo diferente nas salas de aula, conscientizando nossos alunos que na verdade não existe uma verdade absoluta e um pensamento único. E, finalmente, a história se transforma e os pensamentos evoluem, mudando a forma de vermos o mundo que nos cerca.
REFERÊNCIAS
CHIMAMANDA, A. O perigo de uma História Única Partes 1 e 2. (Vídeos). Acesso em: 07 abr. 2014.
FÓRUM DE DISCUSSÕES. AI-1_Fórum: História e pensamentos únicos. Disponível apenas para alunos. Acesso em 14 abr. 2014.

