Por: Paulo Ricardo Zargolin
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PROFESSORES (AS) | |
| PRÁTICAS
DE ENSINO |
Orientação de Emilia Ferreiro |
Sem modelo pré-estabelecido |
| Práticas de início
do ano |
Elabora-se com os alunos uma “lista de combinados que são fixadas na parede da sala, para que todos lembrem-se delas no decorrer das aulas”.
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Procura-se conhecer os alunos pelo nome, onde moram, um pouco de sua história.
A professora apresenta-se e coloca as regras a serem cumpridas, avisando sobre as consequências. Procura-se conhecer o histórico e as relações com a(s) escola(s) pela(s) qual(is) cada aluno tenha passado.
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| Métodos de alfabetização | Começa-se a partir do conhecimento prévio dos alunos. Faz-se uma sondagem, a fim de traçar novas diretrizes de ensino.
Verifica-se a sondagem, faz-se o planejamento, e dialoga-se com a professora do ano anterior, “fazendo uma análise e um diagnóstico da situação”.
Baseia-se na fundamentação construtivista, porque “é o aluno quem constrói seu conhecimento” orientado pela professora. O conhecimento tem que ter significado para a criança, senão ela não assimila.
Utiliza-se o alfabeto móvel, textos pequenos, parlendas até que as crianças consigam assimilar as letras, tendo sentido em aprendê-las. |
Investiga-se o que as crianças já aprenderam até o momento por meio de uma roda de conversa. Pode-se perceber, então, quais alunos sabem mais e o que sabem. Assim, inicia-se o processo de alfabetização, suprindo as necessidades de cada um.
Não é seguido nenhum período específico. Mas investiga-se a realidade de trabalho, a partir de um levantamento sobre o conhecimento prévio dos alunos.
Também não é utilizado um método específico. Alfabetiza-se de acordo com a realidade em que se atua.
Trabalha-se com alfabeto maiúsculo, expondo as letras até que todos consigam identificá-las sem dificuldade. Assim, parte-se para as pequenas palavras.
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| Procedimentos metodológicos
do início do processo de alfabetização |
Utiliza-se alfabeto móvel, pequenos textos, leitura de histórias, parlendas, trava-línguas, etc..
Como recursos, utiliza-se alfabeto móvel, textos, rotina, formação de palavras e outros. Introduz-se a letra cursiva “depois da alfabetização com o alfabeto móvel”.
Desenvolve-se com os alunos os traçados das letras e dos numerais, mas este trabalho não é prioritário.
O treino ortográfico realizado para preparar o aluno ao processo de alfabetização é o da letra de forma maiúscula.
Para alunos do 1º ano, pertencentes ao Ensino Fundamental de Nove Anos, é realizado um trabalho diferenciado, respeitando “as limitações da faixa etária e a individualidade de cada um”.
A fim de desenvolver a prática, são feitas leitura dos cartazes distribuídos no ambiente de sala de aula. |
Trabalha-se com o concreto, utilizando o alfabeto maiúsculo, fixando as letras na lousa e instigando os alunos a ajudarem a formar as sílaba das palavras e depois a escrita até que consigam assimilá-las.
Como recursos, utiliza-se: alfabeto móvel, pequenos textos, músicas curtas (em cartazes) e até os painéis que fazem parte do ambiente da sala de aula.
Introduz-se a letra cursiva Quando as crianças apresentam domínio com a letra palito (forma).
Desenvolve-se com os alunos os traçados das letras e dos numerais, mas a preocupação maior é que as crianças reconheçam estes elementos sem ter dúvidas. O traçado é para um segundo momento.
O treino ortográfico realizado para preparar o aluno ao processo de alfabetização é o da grafia, através das letras e de traços pontilhados.
Para alunos do 1º ano, pertencentes ao Ensino Fundamental de Nove Anos, é realizado um trabalho diferenciado, “pois a realidade é diferente”.
Através da leitura de livros apropriados para a idade, do próprio ambiente da sala e de pequenos textos, palavras, desenvolve-se a prática da leitura. |
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Intervenções pedagógicas |
As intervenções pedagógicas são feitas por meio da sondagem com anotações individuais para análise e para traçar as metas especificas para cada aluno. Assim, consegue-se “diagnosticar a situação de cada um” e pode-se “ajudá-los no que mais precisam”. | A sondagem é um procedimento ótimo para o diagnóstico da caracterização do aluno e análise da real situação que ele se encontra no início dessa alfabetização. |
| Principais
dificuldades |
A quantidade de alunos na sala de aula, a indisciplina e a dificuldade de aprendizagem de alguns alunos fazem com que a aprendizagem da leitura e escrita seja trabalhosa e nem sempre conseguimos atingir o objetivo de atender a todos.
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Estar sozinha na sala com 35 alunos em média é complicado, pois, nessa fase, eles precisariam de pelo menos duas professoras para dar a atenção necessária.
Cada aluno tem seu tempo de aprender e isso precisa ser respeitado, mas muitas vezes não se faz possível. O problema da indisciplina desvia a atenção, dispersando os alunos para a aprendizagem. |
Considerando que a professora que segue a orientação de Emilia Ferreiro atua há seis anos em escola pública e a professora que não segue um modelo pré-estabelecido atua há três anos em escola particular, nós fizemos as seguintes observações:
De acordo com Monteiro (2010, p. 58), “a alfabetização apresenta-se como um momento muito especial, tanto para a escola como para os alunos” e isso foi possível de se perceber por meio das respostas dadas pelas professoras.
Vimos com a referida autora (2010, p. 59) que “o professor pode realizar um ensino que apenas prepare o aluno para ler e escrever, sem responder às exigências que a sociedade faz com relação à leitura e escrita”.
Além disso, Monteiro (2010, p. 59) acrescenta que:
A concepção do professor, a respeito de alfabetização, pode levá-lo a organizar outra prática que permita ao aluno a utilização dos diferentes tipos de material escrito, contribuindo para a compreensão dos acontecimentos e as interpretações aprofundadas.
Nessa perspectiva, considera-se, a partir da análise do quadro comparativo, que ambas as professoras preocupam-se efetivamente com decodificação, sobretudo nesta fase da vida escolar, sem dar grande importância inclusive aos traçados de letras e numerais.
Diferentemente da síntese apresentada por Monteiro (2010) de que “as análises do trabalho pedagógico dos docentes sinalizam práticas de ensino heterogêneas”, observou-se uma semelhança entre as práticas verbalizadas durante as entrevistas.
REFERÊNCIAS
MONTEIRO, Maria Iolanda. Alfabetização e letramento na fase inicial da escolarização. São Carlos : EdUFSCar, 2010. p. 56-118.

