Por: Paulo Ricardo Zargolin
Avaliar é uma prática auxiliar e necessária no processo de ensino aprendizagem. É por meio dela que o docente opta pelas tomadas de decisões em relação ao que o aluno está aprendendo. E é com ela que o professor reflete sobre sua prática docente em sala de aula.
De acordo com Reyes e Piccolli (2010, p. 98) acredita-se “ser possível ao professor desempenhar uma prática avaliativa capaz de auxiliá-lo nas tomadas de decisões e em elaborações de propostas didáticas que levam o aluno a aprender”.
Avaliar é a ferramenta encontrada pelo docente para compreender o processo de aquisição do conhecimento pelo sujeito, desta forma ao propor uma produção textual o professor necessita ter claro a sua intencionalidade porque a partir desta o aluno terá condições de desenvolver de forma clara e adequada não importando qual é o gênero proposto e o docente terá a possibilidade de refletir sobre sua prática.
Para Reyes e Piccolli (2010, p. 98) “um olhar atento do/a professor/a à produção textual do/a aluno/a torna possível (re)pensar suas atividades de ensino, ou seja, (re)pensar em sua forma de intervir e nos encaminhamentos adequados ao desenvolvimento do/a aluno/a.
Assim, é preciso criar condições para que eles/as escrevam a partir de propostas bem definidas (para que, para quem e o que deverá escrever), mesmo que sejam pequenos textos como bilhetes, convites, listas, avisos, etc. Devem estar, portanto, a serviço do docente e do alunado e nunca contra estes, como uma ferramenta de opressão e exclusão.
Ao analisarmos a questão 14, conclui-se que, entre os Direitos de aprendizagem da língua portuguesa (BRASIL, 2012 apud SILVA, 2014, p. 7), a questão prevê a realização de “inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos com autonomia”, haja vista que “o item avalia a habilidade de inferir informações a partir de elementos explícitos em uma imagem” (BRASIL, 2014).
A questão contempla também
que a criança mobilize seu conhecimento de mundo para inferir que uma menina que pede todas as bolas de sorvete de uma sorveteria é comilona. Além disso, não há nenhuma indicação verbal na tirinha de que o local onde se passa a história é uma sorveteria. Dessa forma, a criança precisa utilizar diferentes estratégias de leitura (BRASIL, 2014).
Portanto, as avaliações devem constituir-se em diagnósticos para o melhor exercício do processo de ensino-aprendizagem e não para rotular os alunos como melhores ou piores, o que, infelizmente, sabemos, ocorre cotidianamente.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb). Provinha Brasil 2014: Guia de Aplicação. Disponível aqui. Acesso em: 01 set. 2014.
REYES, C. R.; PICCOLLI, D. M. (Orgs.). O Ensino da língua, um processo discursivo. EdUFSCar, 2010.
SILVA, D. D. da. Direitos de aprendizagem da língua portuguesa (BRASIL, 2012). Disponível aqui. Acesso em 02 set. 2014.

