1) Em que medida se pode afirmar que a concepção de gestão democrática presente na legislação educacional correspondeu às reivindicações das entidades representativas dos setores educacionais nacionais?
Segundo Riscal (2009, p. 69), as principais reivindicações de entidades como ANDES, Anped, ANDE, SBPC, CPB, CEDES, CGT, CUT, FENOE, FASUBRA, OAB, UBES e UNE eram a defesa da escola pública e democrática, pela definição e destino de um percentual das verbas públicas para a educação e pela gestão democrática na escola. “Como resultado, a gestão democrática da educação e dos equipamentos públicos foi inserida na Constituição, mas de forma genérica e que deveria ser definida na LDB”.
2) Em que termos se pode considerar a atual concepção de gestão indicada na legislação educacional mais democrática que a concepção de administração conservadora?
Tendo em vista que o principal objetivo da gestão democrática é a participação coletiva dos diferentes agentes escolares, tais como professores, pais, alunos, funcionários, etc., na elaboração do planejamento do futuro da escola, tal como é apontado por Riscal (2009), pode-se considerar a a atual concepçãocomo mais democrática, pois a ação pedagógica, nessa perspectiva, passa a ser compreendida como ação política.
3) É possível se afirmar que a atual política educacional, expressa na legislação, incentiva a participação política nas escolas? Por quê?
Sim, pois a comunidade escolar, como um todo, com seus diferentes atores – alunos, pais, professores, gestores, etc. – é convidada a contribuir com a escola, tomando decisões mais democráticas, e compreendendo o processo de ensino-aprendizagem que ocorre na “dimensão cotidiana na qual se relacionam sujeitos concretos, em uma escola situada em um lugar determinado, em um momento histórico e segue as orientações e diretrizes de profissionais de educação e políticas governamentais deste momento”. (RISCAL, 2009, p. 91).
4) Você acredita que uma escola deva ser administrada da mesma forma que uma empresa? Explique sua resposta.
Não. Acredito que as empresas trabalham com métodos e objetivos muito diferentes dos que são almejados por uma escola. Uma empresa, geralmente, visa o enriquecimento do empresário que a encabeça. Na escola, os parâmetros de “enriquecimento” são científico-culturais e objetiva-se que todos os envolvidos no processo possam, ao longo de sua formação, constituir fontes inesgotáveis de riqueza. Em uma empresa, considera-se o lucro e a gestão é centrada na mão de um ou de poucos indivíduos. A escola, pelo contrário, deve ser gerida, verdadeiramente, por todos que dela fazem parte, pois se trata de uma instituição vinculada ao bem comum e ao desenvolvimento da sociedade.
REFERÊNCIA
RISCAL, S. A. Gestão democrática no cotidiano escolar. São Carlos: EdUFSCar, 2009.

