Por: Paulo Ricardo Zargolin
Desde crianças, é-nos comum disseminar a magia do Natal ensinada por alguns adultos, sejam familiares, professores ou quem for. Depois, enquanto adultos, passamos uma noite única a cada ano, buscando resgatar aquele sonho infantil que se perde entre o nascimento de Jesus e os presentes “trazidos pelo bom velhinho”.
Num Brasil, explorado por Portugal há bem pouco tempo, as comemorações natalinas foram aprendidas e impressas por conta da ideologia cristã difundida pela Companhia de Jesus que catequizou nossos índios, numa forma de dominação, impondo sua hegemonia cultural, inclusive, pela língua com a qual nos expressamos hoje.
Assim, desde que o mundo é mundo e nós nos entendemos por gente, tradições culturais são transmitidas de geração em geração, renovando e inovando, a cada ano, as formas de nos relacionarmos uns com os outros. De tal modo, não nos importa o que era antes, não nos importam as tradições, mas o que fazemos e o que faremos com elas hoje.
Para cristãos ou pagãos, vinte e cinco de dezembro tem seus significados intrínsecos e, que, portanto, podem ser expressos de muitas maneiras. Seja por conta da lembrança de Jesus, como o menino enviado por Deus para a remissão dos pecados, ou por qualquer simpatia ideológica presente em qualquer tempo, é, sobretudo, tempo de valorizar os laços familiares, amar o próximo como a si mesmo, etc. Mas também é tempo de lembrar que tudo isso pode e deveria ser feito ao longo do ano todo, todos os anos.
