Por: Paulo Ricardo Zargolin
A matemática está em todo lugar, em todo momento das nossas vidas e em nosso cotidiano, sendo que, por isso mesmo, os números têm um papel importante e não são simples dígitos que servem para indicar quantidades, tamanhos, velocidades e distâncias, por exemplo.
Então os conceitos que envolvem os números devem ser inseridos na vida da criança o mais cedo possível. A classificação nos anos iniciais pode ter início com a criança agrupando objetos por sua função utilitária, depois por dados perceptivos, material e tamanho. Com o tempo, inicia-se a operação de classificação que é fundamental para o desenvolvimento do pensamento conceitual, de representação, relação, comunicação, argumentação e validação.
E, como vimos ao longo da disciplina, ensinar matemática não é fácil e aprendê-la muito menos, por isso surge a necessidade de usar instrumentos como mediador entre professor, aluno e o próprio conhecimento.
O professor, nesse sentido, deve aproveitar os diferentes pontos de vista e opinião dos alunos, criando um ambiente de discussão de ideias, debates e formulação de novas definições. Trabalhos assim valorizam o aluno, pois ao utilizar conceitos particulares nas aulas, sua autoestima é valorizada.
Os jogos, como vimos, tem um papel fundamental na interação dos alunos com a matéria a ser ensinada e conseguem transformar a sala de aula num ambiente gerador de conhecimento e facilitador do processo ensino-aprendizagem.
Então, nos anos inicias é possível tornar a matemática prazerosa, fazendo com que os alunos aprendam, construa seus conceitos através da forma lúdica, permitindo assim que a criança use a criatividade, a imaginação e o raciocínio lógico, permitindo ainda as brincadeiras com jogos didáticos.
E, como já visto em outras disciplinas, o brincar e o jogar deve fazer parte da educação. A interação, o compartilhamento de soluções e até mesmo a competição pode trazer resultados positivos no aprendizado, por isso o valor pedagógico alto quando falamos do jogo na matemática. O desafio é envolvente, desenvolve as habilidades para exercitar cálculo mental, raciocínio rápido e atenção, cria uma relação social, promovendo interação e participação de todos. O cálculo, bem como enunciado em Passos e Romanatto (2010) faz com que o aluno compreenda os conceitos matemáticos, não é somente passar na lousa infinitos problemas que assegurarão a compreensão dos princípios matemáticos, e no jogo em análise há essa preocupação, em se tratar os cálculos, compreender suas etapas, antes de partir definitivamente para a aplicabilidade de tais algoritmos nos problemas.
No entanto, o sucesso, em quaisquer práticas que promovam o ensino da matemática, depende muito do professor, pois o profissional precisa explicar corretamente as atividades para que os educandos realmente aprendam.
Portanto, a intervenção pedagógica é muito importante no processo de ensino-aprendizagem. Por sua vez, o professor-mediador comprova na interação e no espaço por ele organizado que há “necessidade de se enfatizar, por meio de metodologias diferenciadas, os conceitos matemáticos, sobrepondo-se às regras e técnicas que são memorizadas e, por muitos, esquecidas” (PASSOS e ROMANATTO, 2011, p. 51).
REFERÊNCIA
PASSOS, C. L. B.; ROMANATTO, M. C. A Matemática na formação de professores dos anos iniciais: aspectos teóricos e metodológicos. São Carlos: EdUFSCar, 2011. 69 p. (Coleção UAB-UFSCar).

