Por: Daiana dos Santos Barasa
As pessoas com deficiência física ou mental, enfrentam no presente “século da modernidade” dificuldades para serem aceitas na sociedade. Enfrentam problemas para trabalhar, estudar, praticar esportes, lidar com os “eficientes” ou precursores da sociedade moderna, que sempre fracassam em ser gente e em tratar os demais com alguma humanidade.
As pessoas sem deficiência física ou mental enfrentam a constante cobrança do “manual dos solidários”, não podem ser preconceituosas, não podem sentir pena dos considerados “especiais”, e precisam agir com o máximo de empenho para que pareçam filantrópicas.
A inclusão social é mais complexa do que se possa imaginar, e não consiste em atitudes governamentais que fixem leis, que obriguem inclusão. Os deficientes físicos ou mentais, os ex-presidiários, as prostitutas, os homossexuais, os jovens, os idosos, as crianças, os deficientes “morais”… Todos necessitam de inclusão, sim, todos os imperfeitos precisam ser inclusos…
Na sociedade? Não, porque a sociedade também precisa de inclusão, precisa deixar de ser o modelo de normas ao qual todos querem se adequar. A sociedade é tão imperfeita quanto todo o planeta, e fica difícil entender o porquê da necessidade tão absurda que brota nas pessoas de querer inclusão nela, já que esta também necessita de inserção nos “padrões” da imperfeição da qual todos fazem parte.
Parece fácil entender porque o atleta tem condição de vida diferente do rapaz na cadeira de rodas: o atleta parece ativo e o rapaz, aos olhos de todos, necessita de inclusão; mas ambos vivem em um mesmo planeta, estão em uma mesma sociedade e a mesma os detém com suas exigências implícitas. O atleta precisa vencer, o rapaz precisa ter uma vida “normal” e, diante de tais circunstâncias, ambos estão inclusos na exclusão social.
A autora é estudante de jornalismo e busca a simplicidade do cotidiano como combustível para caminhar.
