Crítica à cidade

Por: Alex Mesquita

Organismo cancerígeno
Sobrevivente incessante,
Cidade míope,
Numa cave constante.

Janelas emperradas.
A alma corrompida.
Uma massa de manobra
Com a essência perdida.

Num entrave a viver,
Com esperança escapamos,
No decorrer cronológico,
Tem-se estábulos humanos.

Ideias, pensamentos
Encontram-se na ausência.
Com a  mente estagnada,
Já não há mais consciência.

As células vitais
Já estão a falecer.
Ora, quando acordar,
Tarde poderá ser.

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