Marcel estava na praça quando percebeu a menina chorando atrás do banco. Devia ter uns oito anos. A mãe, celular em punho, repetia que faltava “só mais um take”, porque no anterior ela não parecera surpresa o bastante ao abrir a caixa de brinquedos enviada por uma marca. — De novo, filha. Agora sorrindo. A menina enxugou o rosto, voltou para a posição e tentou repetir uma felicidade que já tinha acabado fazia meia hora. Marcel observou em silêncio. Passara séculos assustando crianças, mas jamais tivera coragem de obrigá-las a trabalhar fingindo alegria. Aquilo lhe pareceu falta de ética profissional.
🍽️ O primeiro parágrafo é por conta da casa.
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