Por: Paulo Ricardo Zargolin
Eu pensei em escrever sobre mães hoje.
Mas desconfiei do calendário.
Há afetos que, quando viram pauta obrigatória, perdem um pouco da respiração.
Mãe não cabe num domingo.
Cabe no susto, na memória, na culpa, na saudade, no prato servido, no silêncio depois da briga, na bênção que a gente rejeita e depois procura.
O comércio gosta de datas.
A vida gosta de permanências.


