Marta chegou às oito e quinze, de preto impecável, salto baixo e uma prancheta que já carregava nomes demais para aquela semana. Encontrou o homem sentado diante do computador, terminando uma publicação sobre luto. “Tudo acontece por uma razão”, escrevera. “Mesmo nas perdas, agradeça. O universo nunca tira sem preparar algo melhor.” Marta conferiu o nome, a data e suspirou. Conhecia aquele sujeito. Passara anos dizendo a enlutados que precisavam vibrar mais alto, encontrar propósito na dor e agradecer pelas despedidas. Agora, finalmente, havia chegado a vez de ele experimentar o método.
🍽️ O primeiro parágrafo é por conta da casa.
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