Aline acompanhava Vanessa numa farmácia quando um homem, parado diante do balcão, começou a explicar em voz alta que remédio era “química demais” e que praticamente qualquer doença poderia ser tratada com alternativas naturais. Vanessa, que até então comparava preços de um hidratante, virou lentamente o rosto. — Naturais como o quê? O homem se animou. Falou em cúrcuma para inflamação, chá para infecção, própolis para “levantar a imunidade” e uma combinação de ervas que conhecera num podcast apresentado por um sujeito que “estudava muito essas coisas”. Vanessa abriu a bolsa. — Quanto de cada uma? — Ah, isso depende. É tudo natural, então não tem muito risco. A bruxa parou de procurar o cartão.
🍽️ O primeiro parágrafo é por conta da casa.
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