Quadro histórico da leitura e escrita

PERÍODOS

CARACTERÍSTICAS

Brasil Colônia

Os padres da Companhia de Jesus criaram as “escolas de ler, escrever e contar”, visando à catequização, à cristianização e a instrução dos índios.

Os índios foram forçados a aprender uma segunda língua (o português), englobando a linguagem oral e escrita. Esse processo de apropriação da cultura letrada dos portugueses fez com que os índios substituíssem sua cultura ágrafa pela cultura grafocêntrica.

Proclamação da Independência do Brasil

A gratuidade da instrução primária passou a constar da Instituição Imperial de 1824 e foi regulamentada por lei de 1827.

O método utilizado era o da soletração e da silabação, pertencentes aos métodos sintéticos5 que iniciam as práticas da leitura e escrita com a introdução da letra ou da silábica.

Proclamação da República

Iniciativas comprometidas com o aumento de oportunidade para a instrução primária. Introdução do método intuitivo
e o método analítico para o ensino da leitura.

A leitura era considerada uma atividade de pensamento, visando à comunicação com o pensamento das outras pessoas por meio da escrita.

O ensino da linguagem escrita comprometia-se ainda com os aspectos relacionados à “higiene”.

Décadas do século XX

Começaram o uso das palavras: Analfabeto, Analfabetismo, Alfabetização, Alfabetizado.

O ensino da escrita não se limitava apenas às características da caligrafia. Considerava-a como uma maneira de se realizar a comunicação e como produtora de linguagem.

Foram surgindo novas práticas de leitura com a finalidade “de ampliar as experiências, estimular poderes mentais”.

Década de 1950 e contexto atual

A alfabetização começou a ser considerada como um meio para ter acesso à cultura. A alfabetização abrangia o desenvolvimento de habilidades específicas, relacionadas às técnicas de codificação e decodificação das letras.

O trabalho de Paulo Freire provocou um alargamento das questões sobre o ensino da leitura e escrita, mostrando que a alfabetização se compromete com “a leitura do mundo”, não apenas com a aquisição do código escrito.

O alfabetizado, para essa vertente, é aquele que sabe ler e produzir textos, visando ao exercício de práticas sociais de leitura e escrita que ultrapassam as situações do cotidiano escolar.

Foram realizados estudos que sistematizaram os primeiros ensaios para a conceitualizar a palavra letramento, apresentando um significado diferente da palavra alfabetização.

Construtivismo e Interacionismo fizeram críticas enfáticas  sobre o ensino restrito da codificação e decodificação de sinais gráficos.

Apesar da mudança de concepção a respeito do processo de ensino e aprendizagem da leitura e escrita, o fracasso escolar ainda permanece no cotidiano de nossas escolas.

REFERÊNCIAS

MONTEIRO, Maria Iolanda. Alfabetização e letramento na fase inicial da escolarização. São Carlos : EdUFSCar, 2010.

Fediverse reactions

Descubra mais sobre logosgrafia

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

Descubra mais sobre logosgrafia

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo

Descubra mais sobre logosgrafia

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo